terça-feira, 23 de dezembro de 2014

O “Krampus” de Natal: Dilma, que porra é essa???


Abrindo os pacotes...
Aos que estão mais antenados na política e de vertente mais à esquerda, sabiam que um ministério em um eventual governo tucano seria um comitê de malditos ratos privatizadores e entreguistas de carteirinha, mas a presidenta reeleita, Dilma Rousseff, conseguiu transformar a pasta de ministérios numa coisa tétrica e assombrosa.


Surge o Krampus...
Na época do Natal, Dilma lançou o seu "Krampus" do estilo ministerial como presente bizarro para o Brasil. Para quem não conhece a lenda, o Krampus é uma criatura mitológica semelhante ao um demônio que acompanha São Nicolau durante a época do Natal, ou seja, uma espécie de anti-Papai Noel dos países alpinos que sai a noite para assustar as crianças. Segundo a tradição mitológica, o Papai Noel dá presentes às boas crianças enquanto o Krampus pune as más. Logo, a presidenta Dilma lançou à versão tupiniquim do Krampus para todos os brasileiros, independente das boas ações anuais, as vésperas do Natal. O resultado é um ministério do horror natalino que irá assustar a todos que querem mudanças nos próximos quatro anos.



O Krampus ataca!... 

Os rumores se mostraram que o que vinha pela frente seria um bando de políticos parasitas em troca de apoio no Congresso Nacional. A velha troca de favores de apoios em troca de cargos e poderes que se notabilizam perversamente dentro das estruturas palacianas dos governos republicanos. Para desgraça geral da nação, tudo se confirmou em detrimento do conceito de transformação política que poderia dar segmento em novo governo petista. Agora, adeus à qualquer tipo de esperança!

O resultado é uma coisa parida por Dilma é uma digna privada entupida cheia de merda para todos os lados. Destacam-se, entre tantas merda fétidas, nos ministérios bizarros de Dilma, teremos: na Agricultura, a psicopata ruralista da Kátia Abreu; na Educação o patético “anti-professor” Cid Gomes, o ex-governador do Ceará; na Fazenda pôs um tucano para fazer a graça dos mercados além da toda a equipe econômica de bico ortodoxo na economia (vem mais arrocho pela frente!);  no Esporte, será entronizado um pastor controlador de mídia; para a Ciência o companheiro Aldo Rebelo (Santa Misericórdia!!!); no Ministério das Cidades, o puxa-saco tucano enrustido do Kassab que não sai do armário, entre outras bizarrices palacianas nos demais ministérios. Povoado de políticas e parasitas da direita, até o nome dos petistas para os Ministérios como Ideli Salvatti para os Direitos Humanos e o ex-governador da Bahia para a pasta da Defesa são verdadeiras piadas de péssimo gosto.


Preparando o Krampus para 2018...
A direita está com os cuecões de couros e calcinhas encharcadas de tanto gozo sistêmico e flatulência cantante verem  brotado nomes que estariam a disposição dos partidos que sempre foram contra a grande maioria dos que mais precisam do conceito de política pública. Teremos agora um bando de incompetentes sanguessugas em cada ministério e o que mostra que o destino pela frente se vislumbra num covil que as mais ratazanas da direita desejam: um governo fraco, cafetão, tosco, refém dos parasitismos político de Brasília e débil para 2018. Será muito difícil os partidos mais a esquerda, já frágeis politicamente, quererem defender um governo que se diz de esquerda povoado de alucinações reais da direita. Em nome de uma suposta governabilidade, Dilma engessou todo o seu governo.


Após o assombro...
Com o Krampus de Dilma saltitante e fazendo assombrações, o que resta às esquerdas e seus militantes é a pressão popular e a fiscalização para que a o Governo Dilma não seja a tampa do caixão e que o desejo de transformação para a construção de um Brasil solitário, fraterno e socialista não apenas retórica de crendices de festividades do Réveillon.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Surfando na demagogia: como criar fatos e manipular opiniões




Curioso como a Grande Mídia consegue criar fatos e notícias e colocá-las como positivos ou negativos de maneira acachapante. A questão da "vitória" brazuca no surf com o garoto Gabriel Medina é um bom exemplo. Duvido que 99% dos brasileiros acreditavam que o surf entraria em alguma categoria de “esporte”, e pelo menos 99,9% conheceria que existia algum "campeonato mundial de surf". Vamos ser sinceros que a hipócrita é a fina flor do sorriso amarelo.

Tchan-tchan-tchan, eis que surge o “Brasil das ondas”! De repente, e não mais que de repente, o rapaz virou uma "estrela nacional" instantânea por "representar a garra do país em sal, suor e ondas"... No que mesmo? Há sim, aquilo que é ficar em cima de uma prancha sobre as águas. Legal, bravo, clap-clap-clap!...  Mas qual o significado para receber tantas manchetes de primeira página em jornais e portais de notícia?  É o popular complexo-de-vira-lata gritando que até se tivéssemos sido campeão do campeonato mundial de par-ou-ímpar teríamos um “guerreiro” nacional? Talvez a questão esteja bem além da famosa premissa de Nelson Rodrigues.

Nada contra a prática "esportiva" e muito menos contra o repentino "campeão mundial" seja lá quem organiza o tal evento e credibilidade para o propósito. Surf é surf, demagogia é outra história. Aqui, a questão não é desqualificar a vitória do garoto, mas é sintomático o poder de manipulação entre positivo e negativo de uma dada notícia pelos quais os aparelhos midiáticos causam dentro da "opinião pública". A promoção da comoção publica é o espetáculo da notícia.

Vejamos os últimos fatos contundentes do cenário nacional. Em meados do ano passado, uma súbita queda artificial se abateu na popularidade da presidenta Dilma. Sem nada aparente que possa ampliar ou declinar naturalmente o humor popular perante a governanta, inicialmente na cidade de São Paulo, uma somatória de protestos que não tinha nada a ver com seu Governo Federal. A grita era contra a elevação da tarifa de ônibus da capital, mas que  sorrateiramente, a Grande Mídia buscou incansavelmente utilizar-se daqueles mecanismos democráticos para se voltarem contra o governo federal.

Sintomaticamente, uma repentina convulsão nacional histérica e catártica tomou o país de forma histriônica que “batiam cabeças” com tantas demandas difusas, mas que havia em comum em quase todos os protestos foi um ranço conservador, retrógrado e alguns borrões fascistóides. Curioso foi o fato de até mesmo a presunçosa Folha de São Paulo, que antes pedia para a polícia bater nos manifestantes do “Movimento Passe Livre” em fervor editorial, repentinamente, vendo a oportunidade de atacar o governo federal, até lançou um bizarro “cronograma de manifestações” em suas folhas impressas e em edição eletrônica. De ataques viscerais ao oportunista apoio aos protestantes. Mera coincidência de espírito cívico? E logo quem, a “imparcial” Folha?
Para muitos entusiastas polianas ou saudosistas de algum tempo remoto deram o nome pomposo e falacioso de “jornadas de junho”, mas prefiro o termo “protestos de inverno” que faz mais jus ao todo imbróglio conservador e catártico do ocorrido.

Em agosto passado, temos a comoção nacional pela morte cinematográfica do então candidato à presidência pelo PSB, Eduardo Campos que era uma carta fora do baralho político, criou-se o mito da floresta, a senadora Marina Silva para sucessão  com ares apocalípticos. O mesmo ocorreu com o insosso candidato tucano, Aécio Neves, que sequer tinha apoio suficiente dentro do partido (desde o início, de fato, a cúpula paulistana do PSDB nunca apoiou o mineiro, em especial, o governador Alckmin). Vendo o jogo primário de Marina ir ralo abaixo, a Grande Mídia voltou a apostar qualquer coisa que fosse contra um eventual novo governo do PT, ou seja, no momento, o então tucano Aécio Neves. Para os controladores da Grande Mídia, a questão nunca foi de nomes políticos para a sucessão presidência, mas candidatos-títeres que interrompam o ciclo do PT no Planalto. O resultado foi uma eleição baseada numa sangria desatada e um circo midiático que somente favoreceu o candidato anti-petista. A vitória se deu em curta margem percentual a qual favoreceu a reeleição de Dilma.

Em suma, do céu ao inferno, ou vice-versa, o poder midiático de criar heróis circunstanciais e inimigos viscerais pela fabricação de sensações positivas ou simples notícias ou mentiras deslavadas. Quem controla o quarto poder do grande império das famílias midiáticas? O fato certeiro é que sem a democratização da mídia teremos os velhos e podres mecanismos de fabricação de notícias e manipulação de versões e opiniões sobre os fatos da aparente realidade por parte dos grandes grupos de interesses políticos e econômicos no Brasil. Nesta onda, a turbulência derruba todo o país que não consegue se estabilizar na prancha da demagogia e da fabricação de noticias.


sábado, 25 de outubro de 2014

Quem não gosta de política é um eleitor conservador




Muitos eleitores (e não são poucos) afirmam não gostarem de política. Claro, ninguém é obrigado a torcer somente para o Flamengo para evitar a unanimidade. Todavia, ao contrário do futebol, a política interfere direta e indiretamente na sociedade e o "descolamento" da política por parte deste grupo quase sempre não é verdadeiro.

Curiosamente as mesmas pessoas que se dizem não gostarem de política votam sempre nos mesmos candidatos que situam entre os corruptos, conservadores e reacionários. Para variar, sempre dizem em coro que tem ojeriza ao PT e os demais partidos de esquerda que, em geral, chama-os de "comunistas" (com sentido pejorativo como se fosse algo demoníaco). Ademais, o mesmo vale para suas impressões para sindicatos de trabalhadores e movimentos sociais que tais grupos acreditam somente sabem fazer baderna e atrapalhar o país.

Os mesmos eleitores que se dizem "não gostar de política" não procuram ou se preocupam em saber dos seus candidatos que votam ou votaram e, em geral, dizem não se importar para o que eles fazem na política. Todavia, adoram repetir que todos os políticos são iguais, mas, sintomaticamente, nunca votam em partidos de esquerda.

Ao contrário do senso comum, os eleitores que dizem "não gostar de política" são os mais conservadores e votaram predominantemente em candidatos a direita e extrema-direita cujo discurso é o mais simplório possível. A lógica é da proteção unipessoal, o "eu" contra o "outro", logo a política seria algo distante de sua vida, mas, na dúvida, votam em candidatos que melhor possa representar a defesa deste "espaço vital umbilical".

Um típico eleitor que se nega a entender política vota em candidatos que serão os que melhor negam a ideia da política, daí a opção pelos mais conservadores e que deixam pouco espaço para o debate. Por exemplo, candidatos que defendem a pena de morte para a "resolução" dos crimes e a polícia para dissolver greves e manifestações são sinais de conservadorismo eficiente e asséptico e agradam o perfil do eleitor em questão.

Para variar, os mesmos eleitores que se dizem "não gostar de política" recusam entender os processos políticos e debater suas consequências. Quando o faz, é de forma grotesca, irônica ou agressiva, sempre buscando uma justificativa do temor "vermelho" para a sociedade ou tagarelando o senso comum com uma lógica tão profunda quanto um pires.

O mesmo grupo em questão também tem uma tendência narcísica de não se preocupar em nada além que estiver ao alcance do seu umbigo, daí o seu suposto (e falso) desinteresse pela política. A indiferença é também um traço de posicionamento político perante o outro e o qual se posiciona sempre de forma conservadora.

Para desconstruir a lógica do senso comum, curiosamente os eleitores que se dizem "não gostar de política" buscam suas informações sempre em revistas fascistóides e em jornalões da Grande Mídia e, por sua vez, reproduzem o discurso destes aparelhos ideológicos da direita de forma inconsciente. Não é a toa que a fascista Revista VEJA e as Organizações Globo são os principais cabos eleitorais da direita nos últimos anos no Brasil.

Ser conservador não é apenas uma questão eleitoral, mas um posicionamento perante a vida. Daí a grande dificuldade de se debater com este tipo de perfil, uma vez que para que haja debate é preciso que o outro reconheça a necessidade do diálogo que em geral, perfis conservadores, se negam a reconhecer como um mecanismo imprescindível das relações sociais.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

O PÓ DEBAIXO DO TAPETE: O irrequieto nariz de Aécio e o silêncio da Grande Mídia.



Será que vamos chegar ao limite de colocar na presidência um playboy e seus vícios privados e destilados profanos? As liberdades civis devem ser respeitadas, logo, cada um tem a liberdade de fazer uso substâncias tóxicas e ser responsável por seu uso conforme prega as leis e suas eventuais sanções. Todavia, a questão que merece ser levado em conta é: como é possível colocar no cargo maior do país uma figura que notoriamente teve ao longo de sua vida política questionáveis condutas pessoais que até seus colegas políticos mais próximos criticaram em público?

Em entrevista ao atucanado Programa “Roda Viva” da paulistana TV Cultura exibido no mês de junho corrente, o presidenciável do tucano PSDB, o senador Aécio Neves tem grandes constrangimentos para responder as perguntas dos jornalistas sobre seus vícios habituais. Oras, como poderia ser tão atípicas perguntas sobre drogas em um programa escrachadamente tucano a um sujeito como Aécio? Por que nenhum outro candidato a presidência em 2014, por mais tosco que se apresentou ao eleitor, recaem suspeitas similares? Será mera coincidência que o nariz de Aécio seria tão virgem como a Linha do Equador das garotas da boca do lixo da paulistana Rua Aurora?

Não temos dúvidas do que está em jogo nesta eleição presidencial é o plebiscito que a mídia criou entre continuar o PT ou tirar o PT na figura da presidenta Dilma Rousseff. Como sendo uma eleição “pleicitária”, as alas mais conservadoras e reacionárias fazem de tudo para expulsar o PT do poder. Nem que para isto se faça o uso de empurrar um toximaníaco e alcoólatra contumaz destrambelhado na presidência, tal como fizeram ao entronar no Planalto o playboy de Alagoas, Fernando Collor de Melo, em 1989. O tempo amarelam as páginas dos jornais, mas as velhas fórmulas continuam de remendar a política com trastes que buscam criar uma farsesca maquiagem de "moderno".

Antes que os desavisados de plantão chiem, é bom lembrar que não vamos nos basear num falso moralismo no que tange ao suspeito nariz irrequieto de Aécio. Todavia, merece ser sempre ressaltado, que é muito "curioso" notar que tudo que a mídia joga contra o PT e a presidenta Dilma parecer "colar", porém nada parece aderir aos tucanos do PSDB. Como se o partido tucano fosse batizado nas águas da canonização e jamais poderiam cometer nenhum “desvio ético”, ou seja, uma “sacralidade tucana”! Diga-se de passagem, que água não é uma boa metáfora uma vez que a administração tucana de Geraldo Alckmin conseguiu de fazer a grande proeza de transformar a abundancia da água em artigo de luxo em São Paulo. Será outra mera coincidência esta forma tão dispare de tratar petistas e tucanos? Ninguém que opera na política merece o “status” de santo, todavia somente um grupo vai para o Céu e o outro o Inferno total e absoluto sem direito ao Purgatório.

Agora, imaginamos se o suspeito de "empoeirar" as narinas recaísse no nariz de alguém como Dilma? Quais seriam os histéricos estardalhaços que a Grande Mídia iriam fazer contra o PT e Dilma? Certamente teríamos na capa da fascistóide Revista VEJA com a foto da presidenta ao lado de algum helicóptero de cocaína leríamos o titulo em letras garrafais: "Dilma cheira tudo!". No caso, quem teve problemas de apreensão de helicóptero recheado de cocaína e aeroporto clandestino da família, curiosamente, foi o candidato tucano, o senhor Aécio Neves. Como o helicóptero apreendido foi ligado à família dos Perrelas em Minas Gerais teve ou não ligação com Aécio, não se teve mais notícia da investigação. Certeza mesmo foi que o aeroporto construído na gestão de Aécio no governo mineiro em terreno de seus familiares, na cidade de Claudio, era utilizado na rota do tráfico de drogas. Será tudo mera coincidência?  Como Aécio Neves é o mineirinho queridinho da Grande Imprensa que recaem tais lodaçais suspeitas, nada acontece ao nariz do tucano que segue livre para sorver todo o pó do lixo editorial dos grandes jornalões e revistas da Grande Mídia canalha brasileira.

Neste projeto nacional conservador reacionário de criar o "ódio anti-petista”, na campanha da direita e da Grande Mídia contra qualquer governo mais progressista, seja no Brasil, seja na América Latina, é certo que tudo vale o que tiver em mãos ou próximos do nariz. Até mesmo empurrar uma criatura nefasta para criar a ridícula imagem que a "mudança" sairá do bico empoeirado de um playboy mineiro. Somente com muito pó nas narinas e nos demais poros sorvedouros para acreditar na prosopopéia da "mudança tucana" apregoada pela Grande Mídia, o maior cabo eleitoral de Aécio Neves.

Portanto, aos recalcados e reacionários que pensam em votar em Aécio Neves, precisam ter a consciência que seu o digníssimo eleitor estará, no mínimo repetindo a trajetória desastrosa do outro playboy, o de Alagoas no fatídico ano de 1989. Agora, se Collor foi uma tragédia, agora Aécio se apresenta como farsa escancarada.

Diante do teatro dos horrores que se avizinha, a maioria sabe (ou se recusa a saber) das  consequências de empurrar um outro playboy irresponsável na Presidência da República.  Uma coisa é votar contra o PT por pura antipatia narcísea, outra coisa bem diferente é recolocar o país no profundo lodaçal do retrocesso e da canalhice generalizada.

domingo, 19 de outubro de 2014

O RETORNO AO GRANDE PASTO: A “mudança” de Aécio nos cascos dos cavalos dos conservadores, histéricos e fascistóides de plantão..




A "mudança" que alguns desavisados, masoquistas ou protoconservadores esperam advir de um playboy picareta em nome do Brasil é objeto de retorna o país para o atraso e a fonte de um discurso servil aos interesses da alta burguesia nacional.

Somente o marketing político cretino tucano e a má-fé daqueles que odeiam o PT, a figura da presidenta Dilma e, principalmente odeiam os pobres e remediados na nação, para afirmarem que Aécio Neves é algum tipo de "mudança" para o país, esta figura desonesta que nem mesmos os tucanos confiam nele por ser altamente irresponsável e patético e muito bem demonstrado nas desastrosas administrações em Minas Gerais.

É ser muito poliana ou ingênuo achar que a campanha política é baseada somente e exclusivamente em “idéias e debates”. Nem campanha de centro acadêmico ou grêmio estudantil chega a tanto polianismo que alguns querem emplacar como bons samaritanos. Nada mais falso é se postar no Olimpo com os pés chafurdado na lama.

Não existe liberdade comunicacional de fato numa democracia controlada pelos meios mais nefastos de comunicação. É a mentira parida pela Grande Mídia que inventa uma asquerosa e ridícula prosopopeia da “imparcialidade”. Isto não é uma questão de "ser do Brasil" ou “coisa que somente acontece no Brasil”, como se fôssemos predestinados a sermos inferiores, ou seja, o discurso que as elites a todo instante empurram estas “idéias do fracasso” para atormentar a histérica classe média. A conjuntura política da busca sem escrúplos do poder é dita em telejornais ou na imprensa impressa ou eletrônica que a falta de normas, ética e a tal “selvageria” parecem ser sempre unilateral, segundo os meios de comunicação da Grande Mídia, que partiria somente do PT e dos partidos de esquerda. Quanto aos fascistóides e conservadores, nada é dito e são tratados como "educados, eruditos e estilosos". Ou seja, feio são os Outros.

No lastro da onda conservadora que inicio nos protestos catárticos de julho passado, a direita brasileira e os conservadores tentou em vão pintar Marina Silva, que brotou inesperadamente devido a uma fatalidade como mudança. Marina que com o tempo se tornou mais conservadora, nunca foi e sequer tem sustentação para a tal mudança. Sua fraqueza e debilidade política deram margem ao retorno da figura do playboy mineiro no embate do segundo turno das eleições. Se Aécio Neves é a tal “mudança”, certamente o país estará retornando aos tempos sombrios da incerteza e da submissão total e irrestrita ao projeto neoliberal. Em tempos de propagandas políticas leviana, soa completamente ridículo e tosco a frase na capa da Revista ISTOÉ, da semana passada, onde se lia em letras garrafais que um suposto governo de Aécio Neves seria “um governo para os pobres”. Somente se for para as botas do playboy mineiro pisar nas cabeças destes mesmos pobres.

A pergunta cabe: que “mudança” é essa que os tucanos e os conservadores propagam? Naturalmente que única resposta é tirar o PT do poder e nada, absolutamente, além disto. Mesmo que o PT seja um “PT neoliberal”. É o incomodo de ter um partido que tem propostas e fez políticas concretas para tenta diminuir a pobreza (porém sem conseguir erradica-la!). Pobre é algo que sempre incomodou as elites nacionais com sua visão de ranço de Senhor de Engenho escravocrata. Para os conservadores, a melhor forma de diminuir a pobreza no Brasil é, literalmente, exterminando com os pobres. Fatos como estes explicam, entre outros, o motivo que o Brasil segue sendo o mais injusto e desequilibrado socialmente país das Américas.

Ademais, vale insistir, não que o PT não se enquadre no maldito projeto neoliberal, mas o faz com alguns pudores. Nada justifica aderir ao modelo liberal, mas dentro da conjectura política, não se pode optar para o aprofundamento desta ideologia nefasta que é atrelada a figura boçal de Aécio Neves. O neoliberalismo é um câncer político e social que esta entrando em metástase na sociedade. Dilma precisa romper com este modelo para ampliar as reformas em buscar de um novo modelo de desenvolvimento nacional. Um novo modelo de política somente virá com o rompimento de velhos estratagemas do projeto conservador reacionário de poder via elites econômicas.

Valendo-se de uma mera acareação entre os dois personagens do segundo turno em busca do Planalto, é escrachadamente nítida a diferença e medonha. Um é o aventureiro “bom vivant” sustentado pela família rica e poderosa e a outra uma mulher que tem história e histórico de apreço ao país.

Qualquer analista minimamente coerente percebe que Aécio é uma figura infantil, ridícula, burguesa e execravelmente medíocre que não passa de mais um irresponsável caricatural como Fernando Collor. A diferença entre o Collor e Aécio, é que o segundo tem um partido grande de sustentação de suas mentiras ao passo que o primeiro usou um partido nanico como trampolim político, o ridículo PRN que nem mais existe. Vamos lembrar que toda a Grande Mídia em 1989 levou o “Caçador de Marajás” das Alagoas ao Planalto sob forte campanha difamatória contra o PT de Lula. O resultado foi o aprofundamento da crise brasileira e o impeachment em 1992. Dilma se transformou na maior figura feminina na política brasileira com sua postura de honestidade e combate perante os problemas que cercam o seu cargo, com erros e acertos (como qualquer exercício prático da política), mas, sobretudo, percebe-se a tentativa de Dilma de exercer o seu mandato com dignidade. Ser contra ou a favor é um direito, a falta de respeito que alguns usam ataques contra ela é por má-fé, ignorância ou, simplesmente, a tão característica inveja típica do ser humano (o espelho invertido, a afirmação do “não-Eu”). 

De novo, em 2014, a história se repetindo como farsa e toda a Grande Mídia está buscando incansavelmente o discurso rasteiro e canalha da difamação contra Dilma e o PT. Erros de ambos os atores representes atuais do Planalto, seja de Dilma, seja do PT, devem ser apontados, mas não se pode aceitar a mentira como pressuposto de uma inverossímil “verdade alternativa”. Perante a pessoa da presidenta Dilma, que vem melhorando e ampliando cada vez mais sua postura como proeminente figura política e estadista, Aécio não passa de um abobalhado moleque de recado das elites cafajestes, fascistóides e retrógradas do Brasil.

A verdadeira mudança somente advirá rompendo com as amarras do reacionarismo neoliberal e impondo uma sistemática radicalização democrática dos meios de produção, políticos e sociais. A inclusão do Outro é o único mecanismo possível de ser fazer a verdadeira inclusão social via liberdade, igualdade e significação de realidade.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Aécio Neves: Um galo cego em busca do Planalto perdido.



Acabo de assistir no "Bom Dia Brasil" da TV Globo a série de entrevistas com os presidenciáveis. Hoje foi a vez do candidato tucano ao Planalto, Aécio Neves. Particularmente, sempre o achei um playboy boçal daquele tipo escroto que viveu a vida inteira mamando nas tetas da família endinheirada e curtido adoidado nas baladas do Rio de Janeiro. Até ai, não é crime algum, afinal de contas, ser escroto e baladeiro não são infração no Código Penal. Todavia, agora, este mesmo sujeito escroto se apresenta como candidato a presidência. Aí muda de figura, e muda muito!

Em trinta minutos de entrevista, tive a certeza que Aécio não é apenas um candidato boçal, mas estupidamente boçal e desorientado com um sorriso bobo a cada pergunta que ele não sabe responder e nem articular uma única idéia com nexo de casualidade e consistência. Como um frango cego em rinha de galo, Aécio fraquejava sucessivamente a cada pergunta relativamente simples com a cara de não saber o que dizer. Perguntando sobre o seu plano de governo, ainda inexistente, ele resumiu-se a dizer que "ainda irá sair do devido tempo", faltando menos de quinze dias para as eleições.

O que irrita na figura de Aécio Neves não é seu jeito babaca de se apresentar e sua incapacidade de articular uma única idéia sequer, mas o completo despreparo que este político tem para nem ao menos postular ser zelador de prédio da região da paulistana rua Aurora. Sequer consegue minimizar o peso de ser neto de uma figura como Tancredo Neves, vital no processo de redemocratização do país. Nem se pode dizer que Aécio Neves é um "neoliberal", mesmo por que ele mesmo parece desconhecer até mesmo o conceito de "neoliberalismo", tamanho é sua falta de compreensão do mundo. Visivelmente, sua equipe de apoio parece pouco ajudar na construção do candidato tucano tal é a fragilidade do postulante mineiro diante da sucessão presidencial.

A direita sempre teve seus trogloditas de plantão e até alguns com uma retórica bem mais articulada. Certamente, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi o melhor dos nomes postulados pela centro-direita, que angariou grande aderência às suas idéias neoliberais, e está muito distante que o seu partido oferece hoje como "opção tucana". Notadamente, até mesmo o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, consegue construir uma imagem de marketing e habilidade política bem melhor que o seu colega mineiro. Fato este que explica o descolamento da candidatura de Alckmin para reeleição ao Palácio dos Bandeirantes da figura de Aécio Neves. Diga-se de passagem, é sintomático que não se vê nenhuma figura de maior expressão da direita e dos próprios tucanos ao lado do ex-governador mineiro.

Não é a toa que direita e o anti-petismo desesperadamente pularam dentro da carroça desgovernada de Marina Silva, mesmo com toda a desarticulação de idéias e uma mudança opinião de acordo com os rumos dos ventos da ex-ministra. Marina ainda consegue vender a ilusão e toda a gororoba retórica da "mudança" com os mesmo trastes velhos. Mesmo sem entender nenhuma idéia projetada da cabeça de Marina ou entender que língua ela emite com alguma precisão, o desespero anti-petista de colocar qualquer coisa no lugar de Dilma parece ser o tom dos apoiadores instantâneos da ex-ministra.

Aécio Neves se tornou um candidato bizarro e perdido que nem em seu estado de origem, Minas Gerais, o qual foi governador por dois mandatos, ele consegue empolgar nas pesquisas eleitorais. Para atolar o pé na jaca de vez, Aécio Neves, ainda confirmou seu "desprestígio" de sua candidatura perante o povo mineiro, ou seja, mais "mané" do que isto, só dois "Aécio Neves"! 


Diante de tudo isso, Aécio Neves não decola nem no aeroporto construído por ele em terras de sua família na cidade mineira de Cláudio. Pior ainda é o seu voo de galinha nas pesquisas eleitorais. Impressiona o grau de amadorismo juvenil do postulante tucano ao Planalto, fato esse que até o mais otimista tucano já se deu conta da aposta furada que apresentaram ao país para 2014.

domingo, 14 de setembro de 2014

Marina e suas lágrimas de crocodilo


Aos que se iludem ou se emocionam com o evangelho narcisista e oportunista de Marina Silva, é bom lembrar que ela somente obteve esta ascensão na política dentro dos quadros do PT, que por mais desgastantes que sejam, é um partidos dos mais democráticos dentro da fisiologia partidária no Brasil. Fora dele, dentro dos saltos partidários, PV, a tal Rede que furou e agora no pequeno PSB, ela apenas projeta sua aura de (ex-)ambientalista ainda com a memoria histórica dos tempos do PT. Logo, alguma coisa esta desconexa no discurso de Marina que preferiu retroceder na política em nome do próprio ego.

E falando de ego, basicamente, sua saída do PT foi muito mais por razões de ego da atual militante do Evangelho do Senhor, uma vez que ela não conseguia desenvolver e abrir espaço para uma suposta ida a presidência, tal como agora se aproveita de forma cândida da morte do então titular da pasta do PSB. O PT sabe muito bem quem é Marina Silva, muito mais que os que não conhecem nem o PT e sequer nem sabem quem é Marina.

Não podemos usar a mesma tática da demonização, mas no que se Marina se projeta e o faz conscientemente, é ser um elemento da direita que quer assentar ao poder sem menor cerimônia, com uns arremedos toscos de programas de governos e idéias ultrapassadas de um neoliberalismo selvagem. É lamentável ver isto de uma figura política que tinha supostamente um discurso muito aquém da apaixonite pelas doenças patológicas que promovem o neoliberalismo.

Naturalmente, a política é um jogo onde questões da ética e da realidade são sempre elementos turvos dentro de uma miscelânea de possibilidades. Acreditar que o tempo irá transforma deformidades em estado de pura graça divida é dançar tango no Paraíso com o capeta. No máximo, podemos melhor a postura dos eleitores em busca de uma consciência mais crítica e menos fadada aos espasmos emocionais catárticos de momento. Ademais, é bom sempre lembrar também que mobilizações sociais sem lastro se constitui mais um teatro amorfo de alienados para ser usando por agentes inescrupulosos. A vida política, assim como os demais setores da sociedade, deve carecer de um mínimo de consciência crítica.

Se Marina agora se julga a imaculada Fada Encantada da Terra Brasilis, como vem sendo sua estratégia de negar a política e apelar para o emocional e para a banalização da política daqueles que se alienam da "coisa pública". Podemos entender sem maiores dilemas que o choro da ex-senadora e ex-petista (que agora quer demonizar seu ex-partido) com as críticas de Lula, que conhece ela tão bem, não passam de lágrimas de crocodilo. O que está em disputa de forma clara na Grande Mídia não é a questão dos rumos do partido, mas é uma polarização patética entre ser contra ou a favor do PT, independente do que o partido tenha feito ou não ao país. Polarizações artificiais na política nunca dão bons frutos democráticos e apenas enegrecem os olhares perante a realidade.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Marina Silva e o risco do fanatismo na teocracia neopentecostal capitalista à brasileira.




O que se temia, agora começa a se concretizar de forma mais contundente na sociedade brasileira, o fanatismo neopentecostal mediando ações diretas na política nacional. Marina Silva, a evangélica do ecobusiness, representa, seguramente, o que mais atrasado tem na política, a qual ela mesma já afirmou ser uma "predestinada de Deus" (este mote é um esboço típico do fanatismo que as seitas neopentecostais e quadrilhas de exploração da fé pregam em seus cultos cada vez mais bizarros para explorar os bestializados).



1.      Marina transgênica: narcisismo e falta de coerência política

Marina progressivamente passou de uma suposta "defensora da ecologia" para uma alpinista política com total desprezo aos partidos políticos e a própria ação política de viés democrática. Saiu do PT por puro comodismo, uma vez que sentiu “desprestigiada” quando não foi pretendia pelo partido na disputa da sucessão de Lula. Depois passou para o Partido Verde, brigou com todo mundo de lá, e saiu. Criou a abobada do besteirol político com sua "Rede de Sustentabilidade", o suprassumo do ridículo sem nexo "apartidarismo" (nota-se o desprezo de incluir o nome "partido" deste novo croqui “apartidário”). Logo, sem maiores adeptos, não vingou o ogro da “Rede” que Marina Silva desejava pescar votos. Depois, furada sua Rede, ela entrou na chapa do PSB de Eduardo Campos para ser vice na disputa ao Planalato. Seu nome foi um oportunismo de Campos que contava com o cacife eleitoral flutuante da "velha" Marina para virar um “nome nacional” e pensar na futura eleição de 2018.

Ironia da vida, para incrementar coisas que somente o imponderável poderia prever, na visão fanática de Marina, “Deus derrubou o avião do candidato pernambucano” e entregou toda plataforma política para Marina ser conduzida ao Planalto (sendo ela, “salva pelo Criador”, ou seja, uma “predestinada” como outrora afirmava e depois tentou desmentir. Pouco importa se foi folclore ou não tal passagem, todavia a fabricação da comoção midiática catapultou Marina para o centro do eleitorado perdido como cego em tiroteio e descontentes com a política. Para não contrariar sua história de egocentrismo ilimitado, Marina Silva brigou com o coordenador de campanha de Eduardo Campos, Carlos Siqueira, que pediu demissão do cargo e ainda o mesmo disparou: "Da Marina, quero distância!". Para Marina, seu ego é do tamanho de Deus.

Ao contrário do teatro da ingenuidade midiática, Marina Silva representa o lado mais retrógrado da política com uma plataforma que não existe nada, absolutamente, nada de concreto. É apenas jogo de cena e palavras ao vento que mudam a cada deslocamento de ar. Vale lembrar da “braço-direito” de Marina, Neca Setubal, herdeira do Banco Itaú e filha do banqueiro-mor, Olavo Setúbal, é quem dita as regras "polidas" para Marina verbalizar diante das câmeras de televisão. 



2.     A similaridade de Marina com Jânio e Collor

Pode-se ressaltar a à proximidade do discurso “apolítico” de Marina Silva com a campanha de Jânio Quadros, que em janeiro de 1961 chegou ao Planalto com um discurso de menosprezo com a política e com os políticos e empinando a bandeira do ego pessoal. Renunciou em agosto do mesmo ano, de forma a deixar o país perplexo mas que sua atitude frustrou de forma retumbante para seus surreais planos pessoais de ser "chamado pelo povo" e instaurar uma possível ditadora (aliás, o período foi tão conturbado que são apenas apostas conjecturais, de fato, ninguém poderia afirma com convicção dos planos de Jânio). Da mesma forma que Jânio Quadros, a recente república democratizada brasileira assistia mais um aventureiro no Planalto. Fernando Collor de Melo, em 1989, fez também um discurso “apolítico” e anti-PT do então candidato Lula. Todos os partidos de direita, a classe média conservadora e a grande mídia, em particular as Organizações Globo, apoiaram Collor que tomou posse em 15 de março de 1990 e em 02 de outubro de 1992, com gravíssimas denuncias de corrupção generalizada, com o clamor popular, o Congresso Nacional aprovou o inédito impeachment de Collor. O mesmo discurso de aversão aos partidos políticos e o apego ao narcisismo pessoal cairia como uma bomba na democracia brasileira. Marina Silva segue o mesmo caminho de figuras como Jânio e Collor, e cujas consequências, a História mostra com todos os detalhes e retrocessos.



3.     Esboços para uma teocracia neopentecostal capitalista à brasileira?

A onda neopentecostal vem se avolumando e quase um quarto do eleitorado se diz oriundo de matriz evangélica. A junção entre Deus e o capitalismo se mostrou altamente pertinente no Brasil, uma economia de desenvolvimento econômico tardio, profundadas desigualdades sociais e um exército de almas que aceitam qualquer discurso automático de promoção de seus ideais de desejo via consumo imediato ou via transferência do sobrenatural. O avanço de seitas como a Universal do auto-intitulado Bispo Edir Macedo é um exemplo do gigantesco poder político e sucesso bilionário que mistura fanatismo, apoderamento de uma rede nacional de rádios e televisões e incursão ao mundo da política, com a crescente onda de fantoches políticos que vão de prefeitos à ministro de Estado em todo território nacional pulverizado em várias siglas partidárias. Não é a toa que até um pastor declarado, como Pastor Everaldo, é candidato ao Planalto neste pleito de 2014 pelo nanico PSC.

O que parece um futuro bastante preocupante é o elo entre o fanatismo neopentecostal de Marina Silva e a carta-branca dada ao setor máximo do capitalismo, que são os banqueiros, presentada pelo laço Marina Silva e Neca Setubal. Um elo que antes parecia pouco provável, mas que poderá se constituir presente na sociedade brasileira, a "teocracia neopentecostal capitalista".

Engana-se que todo este sorriso insosso de Marina que irá governar com o lado "bom da política" tal como uma boa samaritana em ela dizendo diante da televisão. Marina nunca se cercou deste elo "bom", pelo contrário, onde passou criou cisões e saiu de todos os partidos o e flutua na política apenas apelando pelo seu lado narcisista.

Agora, uma questão de ordem é o grau de insanidade que a grande mídia e direita participa destas eleições. Para derrotar o PT de Dilma Rousseff e vendo que o candidato tucano, Aécio Neves, não consegue levantar voo desde o aeroporto da sua família na cidade de Cláudio, Minas Gerais, estão apostando todas as fichas para a fabricação da imagem de Marina Silva. Aliás, para o setor retrógrado e reacionário, vale tudo, qualquer coisa que se mova para derrotar o PT, mesmo sendo um PT que abraçou o neoliberalismo com viés populista. Todo o ódio manifesto pelo PT e pelas esquerdas poderá desencadear num perigoso modelo de política teocrática onde capitalismo poderia reina com mais tranquilidade, sem movimentada por um bando gigantesco de fanáticos que acreditam que Deus seria uma espécie de Capeta ultra-opressor da época Medieval. Logo, o fanatismo abre as portas para a multiplicação dos lucros das quadrilhas que operam livremente no sistema de exploração da fé a acintosa manipulação política do eleitorado que se comportam como gado no curral sendo manipulado deliberadamente dentro de tais seitas.

É patologicamente e surpreendentemente temerário o caminho da possibilidade de uma aventura da teocracia neopentecostal no Brasil. Um segundo turno com o voto dos evangélicos que penderão numa possível vitória de Marina Silva, se mostra o catastrófico “ovo da serpente” de um novo modelo que o Brasil poderá definitivamente inaugurar no instável campo da política. O país vem menosprezando o legado democrático para recorrer às possibilidades de uma nação ainda mais retrógrada, reacionária e, para completar a tragédia, o balbuciar do discurso do fanatismo religioso deslumbrando uma insana teocracia neopentecostal capitalista.

Temos o sinal vermelho bem amplo e fortemente ligado.

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