terça-feira, 28 de maio de 2013

Neopetismo e como piorar o lastimável sistema de transporte público em São Paulo





Na cidade paulistana, mais uma medida absurda que o novo prefeito petista Fernando Haddad por meio do seu suspeitíssimo secretário de transportes, Jilmar Tatto, que apenas estará beneficiando as companhias privadas de transportes e perpetuando a humilhação dos usuários enlatados diariamente.
Bilhões de reais são destinados aos subsídios de empresas que operam da forma mais precarizada possível que não respeitam nenhuma regra institucional ou leis trabalhistas, com profissionais sem o mínimo de respeito pelos usuários e pelas leis de trânsito. 

A privatização da CMTC (Companhia Municipal de Transportes Coletivos), antiga companhia municipal de transporte público, ainda na gestão de Paulo Maluf, em 1993, apenas deu margem para financiar e acelerar o sucateamento do caótico transporte público na cidade de São Paulo. As gestões seguintes (Celso Pitta, Marta Suplicy, José Serra e Gilberto Kassab) apenas doaram, sob a forma de incentivo e subsídios, a bilionária transferência de recursos públicos para empresas privadas de péssima qualidade.

Basta verificar os procedimentos (muitos vezes fraudulentos) de concessão de licença para vans e micro-ônibus operarem no sistema da SPTRANS (atual agência de regulação da área). Lembrando ainda que nada foi feito e não realizado, o combate às máfias do transporte público cujos tentáculos estão vinculados diretamente ao crime organizado em São Paulo (como é o caso de algumas cooperativas de transporte da zona leste ligadas às facções do crime organizado).

Em um campo minado pela usura inesgotável, é importante compreender que o sistema de transporte, na cidade de São Paulo, é uma das áreas mais delicadas da gestão municipal onde o desvio de recursos e fraudes é uma das mais gritantes atrelado a um secretário municipal sendo um dos homens mais suspeitos (proveniente da nebulosa família Tatto cujo curral eleitoral neopetista que se baseia no extremo populoso da zona sul da cidade). Medidas para piorar o péssimo transporte público em São Paulo, como empilhar mais gente no minúsculo espaço físico de ônibus e vans, mostra bem a cara escancarada que, tanto faz quem comanda a cidade, ou seja, se torna indiferente à bandeira política da administração, seja neopetista, seja tucana. A irresponsabilidade explícita e cruel do neoliberalismo (com vista grossa para desvios e corrupção) é que doma e define regras da política em todas as esferas da administração pública.

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