segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

A cultura do esgoto de braços abertos para o fascismo à brasileira


Impressiona o monstrengo gosto sonoro que graça na cultura sonora de coliformes fecais da atualidade. Parece que a atual produção musical é para irritar sistematicamente o ouvinte alheio e produzir uma horda de sujeitos completamente estúpidos, agressivos e reacionários.
Três ritmos boiam sobre à superfície de penico cultural presente, assim temos o destaque:
a.) a escrotice do forrós pasteurizados grotescos monotemáticos que fariam Luiz Gonzaga, o rei do gênero, contorcer em seu túmulo e, em geral, são de origem do nordeste brasileiro;
 b.) o analfabetismo funcional de funk de delírio hiperconsumista, pseudo-hipererotismo masturbatório infanto-juvenil ou apologia ao tráfico de drogas autóctone (onde o mérito é mostrar como qualquer um com diarreia generalizada poderá produzir algo, até mesmo um círculo na areia!). O destaque fica para as favelas do Rio de Janeiro e regiões pobres da macrorregião expandida da cidade de São Paulo;
c.) Os filhotes da burguesia rural das regiões mais abastadas como o interior paulista ou meio-oeste brasileiro com esteroides anabolizantes que cacarejam onomatopéias do “sertanejo universitário”, mais poderia ser dito como sendo breganojo pré-primário, a "nova geração" cujo tripé temático se limita mulher (ela é sempre um objeto sexual descartável), cachaça (apologia ao alcoolismo) e balada (suprassumo do hedonismo pequeno-burguês).
Para todos três ritmos, por exemplo, o amor é desprezado ou ridiculizado como item de "idiotas" e sempre existe uma “traição” (ou quando é o caso do funk, o "traidor" merece a morte!), a apelação taxativa e pedante da sexualidade juvenil se tornam um totem e o hiperconsumismo é a regra máxima de sobrevivência onde todos devem destruir a todos!
A cultura sensível, crítica/engajada ou qualquer forma minimamente sofisticada de humanidade, musicalidade ou solidariedade são jogadas no ralo. Assim, como estes três gêneros destacados, temos o atual quadro de "produções sonoras" que completa imbecilização do ouvinte, onde a estupidez sonora é o carro-chefe e mostra o quanto a cultura brasileira vive em um esgoto putrefato que apenas serve para que um idiota qualquer estilo "corno manso" que tem problemas de disfunção erétil e utiliza um carro-fálico com volume a todo vapor para “encher o saco” de toda a vizinhança.
Os "pancadões", como exemplo máximo da cultura do esgoto, é o suprassumo de uma desorientada juventude narcísica que vem sendo gestada na sociedade de desemprego estrutural e que deseja voltar aos tempos da escravidão mediante atos inconstitucionais do atual governo golpista. Lembrar o nível crescente da geração “nem-nem”, ou seja, jovens que não estuda e nem trabalha na sociedade atual. Não é à toa o surgimento do que busca se chamar de "pobres de direita" e que são fascinados pelo consumismo daqueles que mais os exploram. As eleições de 2016 mostraram a força da ignorância política que esmaga qualquer tentativa de consciência de classe.
Como entender o surgimento do tal “pobre de direita”? Para um pobre pensar que é rico e votar em ricos é a sublimação do sujeito culturalmente espoliado por uma construção massiva de imbecilidades produzida por uma perversa indústria cultural. Se somos um país surtado diante de um golpe de estado impondo sobretudo um estado de exceção, o lixo cultural que presenciamos é um reflexo direto que os anos dos governos petistas de Lula e Dilma se preocuparam apenas em produzir medíocres pobres reacionários egóicos e consumistas que agora estão de abraços abertos para as ilações variantes do fascismo à brasileira. O próprio PT, com uma política sem fundação no desenvolvimento cultural, ajudou involuntariamente a produzir o grosso da massa reacionária que foi parida em 2013 e culminaria na onda conservadora proto-fascista de 2016, o ano do golpe que derrubou a presidenta Dilma.
A falta de consciência de classe é a forma mais dilacerante de escravidão do trabalhador, seja pela cultura, seja pelos fatores de produção à serviço da vilania do capital. Ademais, vale ressaltar que até mesmo a esquerda culturalista de ostentação aos elementos narcísicos da personalidade, não-marxista, despreza o conhecimento e sem noção alguma de construção histórica e consciência de classe fazem apologia à todos estes ritmos destacados, em particular, o grotesco funk infanto-juvenil de apologia ao tráfico de drogas e das facções criminosas, a violência explícita e a exploração sexual juvenil, ou seja, um trágico resumo do chorume cultural parido pelo que tem de pior da cultura da mediocridade brasileira. A mesma parcela de uma esquerda que infantil e insanamente acredita que perversos traficantes de drogas que impõe a violência e o medo na sociedade local por onde se instalam seriam uma espécie de “revolucionários” dentro das favelas. Nada mais distante da realidade e da mínima falta de reflexão crítica!
Ser tolerante e benevolente para a ignorância, a estupidez e a barbárie é fazer o jogo perverso das elites escravocratas da atualidade que dominam todo o cenário de domesticação dos sujeitos.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

TAGARELAS DA LACRAÇÃO: QUEM AGÜENTA TANTO INÚTIL FALATÓRIO NARCISISTA?

A mediocridade, arrogância e a fanfarronice são as marcas do excremento cultural que vegeta os últimos anos no Brasil. A literatura brasil...