Mais uma sensacionalista
reportagem do INTERCEPT BRASIL, que adora fazer fofoca de bastidores sobre
qualquer bobagem, perseguir pessoas com calúnias e fomentar falsas polêmicas.
Temos, no
INTERCEPT BRASIL, para variar, o mesmo estratagema da Extrema Direita: um
deprimente show de “fake news” embalado por uma vistosa imposição moralista (o
"eles", os sujos, contra o "nós", os puros). Vale lembrar
que as "fake news" operam a partir de uma gota de realidade em um mar
de deturpação informacional, visando, deliberadamente, induzir o leitor ao
erro.
A
estratégia retórica basilar do INTERCEPT BRASIL, que se acha
"progressista", é fomentar polêmicas sobre questões que não são nada
triviais e alicerçar explicações simplórias e moralistas para elas.
O INTERCEPT
BRASIL dialoga com um público do novo progressismo reacionário, metido a
intelectual de Instagram, neoliberal até as entranhas, mas que adora um
assistencialismo populista e ecoa uma retórica autoritária que se acha o
suprassumo, a última Coca-Cola do "progressismo".
Eis o
delírio de uma falsa Esquerda, degenerada e perdida, sem alma e sem ideias
compatíveis com a realidade, e que não mais honra o seu passado. Vive em uma
"bolha" que só sabe fazer militância de centro acadêmico,
histericamente, vociferando em prol da farsa da representatividade, do
moralismo do progressismo reacionário, da perseguição de quem não comunga com a
cartilha do fascismo puritano woke estadunidense, da neurose por
banheiros narcísicos e da caça a preconceitos por todos os poros.
Ademais, a ideologia das identidades, que tomou conta do discurso da Esquerda, faz idolatria pelo anti-intelectualismo, regurgita uma reinvenção revisionista da História, possui uma obsessão pela invenção da "minoria" e se coloca como o único paladino da moral sobre todas as coisas terrestres. Em suma, temos uma Esquerda tão leonina, vigilante e vociferante para defender a nova moral a ser imposta, mas que se veste como um covarde leão do Mágico de Oz, da obra clássica de Lyman Frank Baum, quando o assunto é defender a classe trabalhadora contra os patrões.
Todavia,
esse tipo de militância, a fina flor da decadência do progressismo reacionário,
que adora ser mimada pelo grande capital sob a forma de "fomento
assistencialista" de projetinhos ongueiros, não entende o processo de
precarização e deterioração do ensino superior no Brasil, cujo cenário é muito
mais complexo do que um mero juízo moralista de comportamento social.
Segundo a
reportagem do INTERCEPT BRASIL, tudo se resumiria à tentativa de justificar o
suposto "desprezo" de uma certa parcela da burguesia pelas
universidades públicas porque há muitos "pobres" nelas. Que
simplório, para não dizer patético, não é? Eis a militância da "teoria do
pobrismo" como justificativa moral de vitimização do mundo, na qual se
invoca o lugar-comum do "preconceito" em todas as naturezas e
alucinações. Haja papo de boteco, ou seja, uma armadilha para impedir qualquer
reflexão mais elaborada que não seja a mediocridade do senso comum rasteiro!
Para essa
carnavalesca e performática Esquerda da lacração, descolada do "mundo do trabalho",
que tem ojeriza pela racionalidade e pela intelectualidade, é incapaz de fazer
qualquer leitura da realidade, tudo no universo se resume ao mantra bipolar
"preconceito" e "privilégio", como se a complexidade social
imposta pelo neoliberalismo fosse um mero meretrício entre puritanos e
pervertidos.
Contudo,
observa-se o sintoma da várzea cognitiva em que se encontra o outrora
"pensamento crítico", o que abriu um oceano abjeto para a Extrema Direita se impor como suposta "racionalidade" diante da loucura de
uma Esquerda que perdeu o rumo da História.
Depois de
toda a catástrofe e do esgotamento da Esquerda como projeto alternativo de
mundo para a classe trabalhadora, surgirão os velhos profetas do acontecido,
lamentando a ascensão e a manutenção da Extrema Direita no poder e na hegemonia
da cultura política da atualidade.
A
hipocrisia, a preguiça cognitiva, o adesismo voluntário e o comodismo
tornaram-se elementos políticos basilares dos tempos neoliberais e, em particular,
alicerce de seus críticos. Para tornar a situação ainda mais dramática, a
própria lógica neoliberal tornou-se a ideologia dos principais críticos do
neoliberalismo! O último que sair da nau à deriva, que se desloca para o fundo
oceânico, não precisa apagar a luz do recinto, pois a treva se tornou predominante!
(Wellington
Fontes Menezes)
➡️ PARA SABER MAIS: https://www.intercept.com.br/2026/04/21/universidade-publica-virou-rodoviaria-ricos-do-brasil/
Nenhum comentário:
Postar um comentário