terça-feira, 21 de abril de 2026

A FARSA E O FOSSO ABISSAL DO PROGRESSISMO REACIONÁRIO

 


Mais uma sensacionalista reportagem do INTERCEPT BRASIL, que adora fazer fofoca de bastidores sobre qualquer bobagem, perseguir pessoas com calúnias e fomentar falsas polêmicas.

Temos, no INTERCEPT BRASIL, para variar, o mesmo estratagema da Extrema Direita: um deprimente show de “fake news” embalado por uma vistosa imposição moralista (o "eles", os sujos, contra o "nós", os puros). Vale lembrar que as "fake news" operam a partir de uma gota de realidade em um mar de deturpação informacional, visando, deliberadamente, induzir o leitor ao erro.

A estratégia retórica basilar do INTERCEPT BRASIL, que se acha "progressista", é fomentar polêmicas sobre questões que não são nada triviais e alicerçar explicações simplórias e moralistas para elas.

O INTERCEPT BRASIL dialoga com um público do novo progressismo reacionário, metido a intelectual de Instagram, neoliberal até as entranhas, mas que adora um assistencialismo populista e ecoa uma retórica autoritária que se acha o suprassumo, a última Coca-Cola do "progressismo".

Eis o delírio de uma falsa Esquerda, degenerada e perdida, sem alma e sem ideias compatíveis com a realidade, e que não mais honra o seu passado. Vive em uma "bolha" que só sabe fazer militância de centro acadêmico, histericamente, vociferando em prol da farsa da representatividade, do moralismo do progressismo reacionário, da perseguição de quem não comunga com a cartilha do fascismo puritano woke estadunidense, da neurose por banheiros narcísicos e da caça a preconceitos por todos os poros.

Ademais, a ideologia das identidades, que tomou conta do discurso da Esquerda, faz idolatria pelo anti-intelectualismo, regurgita uma reinvenção revisionista da História, possui uma obsessão pela invenção da "minoria" e se coloca como o único paladino da moral sobre todas as coisas terrestres. Em suma, temos uma Esquerda tão leonina, vigilante e vociferante para defender a nova moral a ser imposta, mas que se veste como um covarde leão do Mágico de Oz, da obra clássica de Lyman Frank Baum, quando o assunto é defender a classe trabalhadora contra os patrões.

Todavia, esse tipo de militância, a fina flor da decadência do progressismo reacionário, que adora ser mimada pelo grande capital sob a forma de "fomento assistencialista" de projetinhos ongueiros, não entende o processo de precarização e deterioração do ensino superior no Brasil, cujo cenário é muito mais complexo do que um mero juízo moralista de comportamento social.

Segundo a reportagem do INTERCEPT BRASIL, tudo se resumiria à tentativa de justificar o suposto "desprezo" de uma certa parcela da burguesia pelas universidades públicas porque há muitos "pobres" nelas. Que simplório, para não dizer patético, não é? Eis a militância da "teoria do pobrismo" como justificativa moral de vitimização do mundo, na qual se invoca o lugar-comum do "preconceito" em todas as naturezas e alucinações. Haja papo de boteco, ou seja, uma armadilha para impedir qualquer reflexão mais elaborada que não seja a mediocridade do senso comum rasteiro!

Para essa carnavalesca e performática Esquerda da lacração, descolada do "mundo do trabalho", que tem ojeriza pela racionalidade e pela intelectualidade, é incapaz de fazer qualquer leitura da realidade, tudo no universo se resume ao mantra bipolar "preconceito" e "privilégio", como se a complexidade social imposta pelo neoliberalismo fosse um mero meretrício entre puritanos e pervertidos.

Contudo, observa-se o sintoma da várzea cognitiva em que se encontra o outrora "pensamento crítico", o que abriu um oceano abjeto para a Extrema Direita se impor como suposta "racionalidade" diante da loucura de uma Esquerda que perdeu o rumo da História.

Depois de toda a catástrofe e do esgotamento da Esquerda como projeto alternativo de mundo para a classe trabalhadora, surgirão os velhos profetas do acontecido, lamentando a ascensão e a manutenção da Extrema Direita no poder e na hegemonia da cultura política da atualidade.

A hipocrisia, a preguiça cognitiva, o adesismo voluntário e o comodismo tornaram-se elementos políticos basilares dos tempos neoliberais e, em particular, alicerce de seus críticos. Para tornar a situação ainda mais dramática, a própria lógica neoliberal tornou-se a ideologia dos principais críticos do neoliberalismo! O último que sair da nau à deriva, que se desloca para o fundo oceânico, não precisa apagar a luz do recinto, pois a treva se tornou predominante!

(Wellington Fontes Menezes)

 

PARA SABER MAIS: https://www.intercept.com.br/2026/04/21/universidade-publica-virou-rodoviaria-ricos-do-brasil/



A FARSA E O FOSSO ABISSAL DO PROGRESSISMO REACIONÁRIO

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