terça-feira, 8 de outubro de 2013

Cenas dos Black Blocs parasitando o movimento dos professores no Rio de Janeiro e promovendo o gozo da destruição bestial e gratuita

Rio de Janeiro, 07 de outubro de 2013. Novas cenas da ação dos fascistinhas do Black Blocs que parasitaram as mobilizações legítimas dos professores e aproveitaram as demandas desta categoria para promoverem uma série de vandalismos ensandecidos e gratuitos apenas com objetivo sociopata do prazer da destruição.

A Educação pública não carece destes boçais parasitas que além de legitimar a ação violenta da polícia, coloca a população contrária os movimentos sociais e desmobiliza os reais lutadores por melhores condições de trabalho e dignidade na educação pública, seja no Rio de Janeiro, seja em qualquer lugar do país. É necessário pensar a luta por melhores condições da Educação pública para soterrar o projeto neoliberal de desarticulação dela e não ejacular testosterona de um bando de cabeças de bagre que acreditam que somente na base da porrada que se transforma o mundo. O movimento dos professores precisa de apoio e comprometimento do governo e da sociedade e não carece de acovardados mascarados pertencentes a grupos "terceirizados" para a promoção de atos de vandalismo gratuito.

É preciso mais alma e sensibilidade social e menos fumaça herbácea e talco embranquecendo nas narinas e matando os poucos neurônios que tentam fazer sinapse. Quem dorme com serpente, cedo ou tarde, acaba sendo picado com seu veneno. Antes dos cínicos bajuladores do vandalismo do patrimônio público aplaudir com risos amarelos na boca e achar que qualquer demência é uma flatulência revolucionária, é bom lembrar que a violência apenas legitima maior promoção da violência e nada, além disto!

Está mais do que na hora que o parasitismo de grupos fascistas voltarem para o seu lugar de origem, os esgotos imundos da intolerância, da banalidade da violência e da estupidez gratuita. Suas patéticas ações apenas legitimam a ação truculenta do Estado e os movimentos sociais legítimos certamente agradecerão o banimento destes parasitas para o esgoto.

As imagens são da autoria de Antonio Scorza (UOL).


























domingo, 6 de outubro de 2013

A reitoria e os fascistas travestidos de anjos: os "Black Blocs" da USP aprontando mais uma vez





Há uma distância quilométrica entre reivindicações e vandalismo gratuito. Mais uma vez, alguns anjinhos universitários passaram dos limites do protesto para invadir o campo da escrotidão explícita. Ao arrebentar a reitoria, invadir computadores e pichar cretinices pelas paredes, creio que seja muito pouco produtivo debater qualquer assunto com este tipo de "cabeças mascaradas pensantes" que flertam com o fascismos e fingem serem os anjinhos da verdade e justiça.
 
Com suas carinhas mascaradas e a marretadas arrebentando o patrimônio público, a política do idílico "occupy" mostra seu lado fascista, igualmente intolerante tanto quanto algumas ações do Estado e da agressividade da polícia.
 
Ademais, qualquer crítica que se faça a geração "Black Blocs" é tachada de reacionária e retrógrada. Poupe-nos de tanto cinismo! Tais como os camisas negras do italiano Mussolini ou a juventude hitlerista do Partido Nazista alemão, sempre temos versões adaptadas do fascismo ao longo da História e de acordo com as particularidades locais.
 
A USP foi meu lugar de formação e o qual sou grato, tenho respeito, apreço e referência. Fiz greves no período o qual estudei lá, dois cursos, conheci muitas pessoas, de todos os tipos e apreço, inclusive, como diretor de centro acadêmico, conheci muitos intolerantes que tinha mais interesse viciante ao baseado e outros produtos do que aos livros. Não sou contra as drogas, mas tem muita droga ambulante que se acha mais esperta que todo o planeta Terra.
 
É muito fácil posar de bom-samaritano e achar que tudo se resolve na base da porrada acadêmica. Depois de a poeira abaixar, os mesmos mascarados machões aparece com carinhas de vítimas com olhares semelhantes a do gatinho integrante do filme Shrek
 
Não compactuo com a administração do reitor Rodas, acho um péssimo sujeito para o cargo, mas não é possível utilizar o vandalismo com pressuposto para qualquer tipo de diálogo. 
 
O que realmente preocupa é a epidemia de ações idiotizadas ao estilo "Black Blocs", semeando uma postura de intolerância e agressividade gratuita e sem nenhuma proposta factível para debater e pregando a estupidez como força-motriz neurais.
 
Abaixo, segue o lindo site do movimento dos lindinhos representantes dos "ocupadores" da reitoria da USP, que ejaculam seu gozo intolerante e deboche de pura demência. Alerto que não, não foi a GLOBO que criou este site e não adianta agora colocar a culpa na emissora nefasta do grupo Roberto Marinho.
 

Sim, é preciso democratizar a USP e todas as universidades, principalmente as públicas. É uma tarefa imperiosa. Mas não será com estes fascistinhas que a universidade ganhará respeito e democracia em seus campi universitários.


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Para os interessados, acesse o site em questão (antes que a página sai do ar...):  http://usplivre.org.br/2013/10/05/do-porno-soft-ao-hard-core/

sábado, 5 de outubro de 2013

O tabu da segurança dentro dos campi universitários






Mais um tema tabu que as alas mais radicais da esquerda não ousam tocar: o corporativismo da classe. Diante disto, ou você é obrigado a aplaudir mecanicamente alguns "iluminados" alunos ou é taxado de reacionário e outros verbetes do gênero. Mas tudo bem, vamos aos fatos. 

Na sociedade brasileira contemporânea, ninguém esta imune à patologia (e suas neuroses atávicas) que se transformou a questão da segurança pública (não cabe aqui espaço para discorrer sobre algumas de suas causas). Um exemplo disso é a questão do policiamento nos campi universitários, que por sinal, rege uma curiosa dialética. Se algum belo carro sofre algum dano dentro do campus (avaria, roubo ou furto), logo, o belíssimo universitário proprietário do veículo reclamará da ineficiência da polícia (segue o bordão padronizado: “cadê a polícia quando se precisa dela? E os impostos que pago?”). Se por outro lado, se a esquadrilha da fumaça esta em operação e o talco faz a festa de muitas narinas, aí a polícia imediatamente é vista como truculenta e inconveniente. Afinal de contas, muitos querem usar seus baseados sem serem incomodados. É a que equação que comodamente nunca se quer fechar: a liberdade que não segue um mínimo senso de responsabilidade. Porém o debate vai muito além do que um cigarrinho de cannabis queimando e deixando aquele aroma fétido no ar. 

No caso de dentro da UNICAMP, dias atrás, infelizmente, houve de fato um crime lamentável, o assassinato de um aluno em uma festa local. Se os procedimentos policiais foram insuficientes ou inadequados é outra história, que deverá ser muito bem apurada. Sintomaticamente soa estranha a "invasão" de alunos na reitoria desta instituição para acobertar os organizadores da festa onde ocorreu o crime, interromper sindicância para apurar os fatos e, de repente, a polícia levar toda a culpa de um crime cometido em uma festa que supostamente não tinha conhecimento da reitoria. Logo, alguma coisa está fora da ordem!

Quem já organizou festas universitárias (eu, por exemplo, na época que era diretor do centro acadêmico do CEFISMA-IF-USP), sabe da responsabilidade que é necessário em termos de infraestrutura, logística e segurança das pessoas. Claro que estes pré-requisitos são pouco utilizados ou esquecidos no cotidiano universitário e, muitas vezes, alguns alunos pressupõem que estão acima do Bem e do Mal e toda a sua conduta de responsabilidade pelas vidas em jogo é minimizada pulverizada. Nesta lógica “descolada”, a festa se transforma num evento que é gerida por si mesma e ao sabor dos ventos.

É desejável certa dose de pragmatismo diante da necessidade de execução de políticas públicas concretas. Não concordo que a Polícia Militar patrulhe campus universitário de localidade alguma e nem tal força pública teria esta função. Ações de resposta policial truculenta já fizeram parte de muito enredo trágico envolvendo pancadaria estatal e estudantes. Particularmente defendo um corpo de segurança institucionalizado e treinado para dar suporte de segurança especializado em cada campus universitário. Mas tenho minhas dúvidas se algum dos lados quer realmente discutir a questão da segurança interna de forma mais realista: nem as reitorias se interessam pelo tema, pois preferem terceirizar os sistemas de segurança (e imitar Pôncio Pilatos para eventuais externalidades), pela via da lógica liberal; e, tampouco, uma particular parte dos alunos, em particular, os que dominam, de forma muitas vezes truculenta e duvidosa transparência, os centros acadêmicos (neste ínterim, alguém pode já dizer, “há eles são jovens e jovens se entendem”, tudo bem, amém e ponto final!), pois temem serem incomodados pela presença de alguma força de segurança em seus paraísos herbáceos, falta de responsabilidade perante as regras mínimas de convivência mútua e o senso que tudo vai ser impune (ou seja, na lógica do Éden universitário, o que vale para todos na sociedade, não valeria para dentro dos muros universitários). 

O tema é espinhoso e longe de ter um consenso mais equilibrado no momento. Temos uma Polícia Militar, dentro da realidade brasileira, em geral, que demanda força desproporcional e se torna acidamente agressiva para lidar com manifestações públicas, isto é fato e ponto final. Todavia, é importante salientar que mesmo sendo verdade esta premissa, não fecha a equação. A realidade que muitos campi universitários, assim como a sociedade, vêm sofrendo com as ondas de violência (assaltos, furtos e até mesmo casos de estupros dentro de campus) que atingem patrimônio público ou pessoal e, muitas vezes, vitimas em potencial. Em sociedades mais complexas, não existe uma ilha da fantasia que não reflete dilemas da própria sociedade.

É bom lembrar que o melhor sistema de segurança é aquele realizado pelos próprios agentes da comunidade, com elos de confiança, respeito e reciprocidade, sem a necessidade de elementos externos. Todavia, cada vez mais complexa e materialista a sociedade, esta premissa vem se distanciando.  Entre a canonização dos atos universitários e a truculência ao estilo “Black Blocs”, existe uma linha tênue: para muitos dos alunos, o que mais interessa a eles é fazer o jogo da “ocupação”, pichações toscas, vandalismo do patrimônio público e palavras vazias de ordem e resistência (ou seja, uma bela coreografia performática!). Se é somente performance teatral que desejam: tudo bem, ad infinito e segue a procissão sem nenhum resultado substancial.  Tudo isto, bem longe do que deveria ser um ambiente democrático, apaziguador e apreço pelo conhecimento civilizado. Neste sentido, cabe ainda uma pergunta: além das crises estruturais das universidades públicas, quem realmente se preocupa com a universidade pública, quando alguns se postulam mais interessado em tumultuar e solapar ainda mais seu espaço (que deveria ser) democrático ao ser violentado por um bando de intolerantes, seja de insensíveis tecnocratas de plantão, seja de carnavalescas máscaras na cara? 

A violência externalizada fisicamente é apenas mais um sintoma de que a universidade precisa refletir a atuação dos seus agentes no plano interno e, por extensão, o papel dentro sociedade. Por outro lado, a universidade não pode se fechar como uma inverossímil ilha paradisíaca, em todos os sentidos, distante da sociedade. Agora, diante da realidade local, se cada comunidade universitária desejar construir um projeto alternativo de segurança, isto é, de forma realística, sem ranços autoritários e sem hipocrisias vicejantes, possivelmente será este um caminho muito mais promissor e desejável. 

Enfatiza-se que a democracia deverá se o valor fundante dentro da esfera universitária e ela carece ser preservada por todos os seus agentes. Desta maneira, a democracia universitária deverá ser vigente, ampla e propositiva, desde a implementação de eleições diretas para reitor até o manejo de posturas menos truculentas e teatrais de muitos alunos que outrora se dizem preocupados com a universidade (mas que na pratica se mostra uma outra face), são passos importantes para resgatar os elos de confiança e solidariedade dentro do espaço universitário. Ademais, o resto é demagogia barata com cenas patéticas de marmanjos com caras encobertas e idéias infanto-juvenis retardo-revolucionárias. Esses são alguns elementos fantasiosos abortados de uma “esquerdinha” (ou pensa que seja algo próximo de uma “esquerda”) que flerta com a irresponsável intolerância e, como consequência, cada vez mais sucumbe aos próprios egos e a falta de ideias perante a realidade. 

Refletir a segurança dentro dos campi universitários é também compreender os motivos pelas quais uma sociedade que se diz cada mais democrática e se vê, de forma atônica, diante de tantos atos de violência corpórea, física, patrimonial e simbólica. Os nós deste paradoxo nada trivial precisam ser devidamente debatidos, refletidos e desatados. Diante de mais um tabu e impasse regido pela intolerância, irresponsabilidade e oportunismo barato, quem sai perdendo é a própria instituição universitária, refém de truculências de todos os lados.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Imagens do vandalismo praticado no Monumento às Bandeiras (Parque Ibirapuera, cidade de São Paulo)



Mais um obra da estupidez fascistóide realizada nesta quinta-feira, 03 de outubro. Serve como reflexão para quem acredita que vale tudo para se manifestar e expor seus egos pessoais em praça pública. Basta ver o vandalismo praticado contra a obra de Victor Brecheret e uma dos símbolos icônicos e artísticos da cidade de São Paulo, inaugurada em 1954. Uma exemplar mostra da falta de limites dos que flertam com o fascismo de plantão.

Ainda tem aqueles niilistas sem rumo que batem palmas e defendem as ações de fascistinhas (mascarados ou não, ao estilo "Black Block") cuja "manifestação performática" é apenas derivada de um umbigo sociopata e que regozija vandalizando o patrimônio público e cultural e parasita legítimas mobilizações sociais.

Tais indivíduos são aqueles que enfrentam dificuldades para entender que a democracia é um exercício que demanda diálogo, participação política e não deve ser submissa aos atos fascistas e violentos, seja lá quem for seus autores (nem a truculência estatal, nem a insanidade civil).

Não confundir algumas ações policiais agressivas com a mimetização das mesmas agressões por parte de alguns grupos fascistas de forma a legitimar a ideologia da violência generalizada com algum pressuposto insano de invocação às ações golpistas ou retardo-revolucionárias de araque.

Aos que batem palmas com ações como a violência contra a presente obra de Brecheret e de todos os paulistas (e por extensão, de todos os brasileiros), é sempre pertinente lembrar que para cometer atos bem mais graves contra a vida humana não precisam de muita sapiência pseudo-intelectual.

A história é pródiga de ações infladas de bestialidade explícita e resultados bestialmente trágicos.










UMA PRAGA PÓS-MODERNA: O FANATISMO IDENTITÁRIO DENTRO DA ESCOLA

  Na reportagem do Zero Hora , veículo de comunicação do Rio Grande do Sul, apresenta-se uma entrevista com mais uma fanática catequética, ...