domingo, 2 de agosto de 2026

UMA PRAGA PÓS-MODERNA: O FANATISMO IDENTITÁRIO DENTRO DA ESCOLA

 


Na reportagem do Zero Hora, veículo de comunicação do Rio Grande do Sul, apresenta-se uma entrevista com mais uma fanática catequética, doutrinadora da Santíssima Trindade da lacração do fascismo identitário.

Todavia, quem não fica atento a matérias jornalísticas sensacionalistas como esta acaba comprando gato por lebre e engolindo sapo pensando que é caviar. O uso da palavra "Matemática", explicitamente em destaque, serve apenas para atrair o leitor no título da reportagem. Quem lê logo imagina que se trata de uma artista dos números, munida de uma varinha de condão que magnetizou todos os seus aluninhos com os "místicos saberes" da Matemática. Pois é, mas não há nada desse romantismo abobalhado escolar!

O foco da catequese da presente missionária, fantasiada de "professora", é a "menstruação das alunas" e o debate sobre os infinitos gêneros. Claro, como até as pedras da Pangeia sabem, tal doutrina é a base fundamental da Aritmética!

Para quem não se lembra, a "Escola sem Partido", um movimento de extrema direita que tinha tara por perseguir professores nas escolas e buscava impor um desnorteante "currículo conservador" (seja lá o que significa tal bordão), jamais chegou nem perto do preocupante estrago que guetos reacionários e fanatizados, fantasiados como se fossem a última bolacha do pacote do "progressismo" e embriagados de fascismo identitário, vêm causando em todos os níveis da Educação. Tal panfletagem ideológica representa mais um processo de conversão ideológica cognitivo-degenerativa ao qual muitos aderem por ignorância, modismo ou mero oportunismo de autointeresse.

Vale lembrar que o identitarismo é um sedutor cavalo de Troia que foi parido a partir da delirante "esquerda" estadunidense (aquela gororoba ideológica pretensiosa que finge ser "anticapitalista"), contaminou uma senil Esquerda Ocidental, órfã de um projeto de mundo após a queda do Muro de Berlim, e hoje constitui o principal braço político-ideológico do neoliberalismo, com jeitinho de virgem de meretrício, que muitos oportunistas e desavisados querem amar e cortejar dentro das esferas políticas e sociais devido aos seus supostos poderes ancestrais do "politicamente correto".

Nessa delirante catequese identitária, todos os problemas do universo se resumem à tríade fatalista e reducionista: gênero, raça e sexo. Trata-se da tentativa de impor uma idiotização social por meio de um debiloide culturalismo tão inútil quanto estéril, que resulta em uma guerra cultural comportamentalista de todos contra todos, enquanto os donos e operadores do grande capital assistem do camarote e gargalham de orelha a orelha.

O momento político é dantesco, e temos um cenário em que qualquer medíocre e estúpida vulgata ideológica do capital não encontra nenhuma barreira factível, impondo-se como pensamento único e hegemônico no Ocidente.

(Wellington Fontes Menezes)


UMA PRAGA PÓS-MODERNA: O FANATISMO IDENTITÁRIO DENTRO DA ESCOLA

  Na reportagem do Zero Hora , veículo de comunicação do Rio Grande do Sul, apresenta-se uma entrevista com mais uma fanática catequética, ...