domingo, 18 de setembro de 2011

O deserto de Itaquera


(clique na imagem para ampliar, foto do autor do blog em 17.09.2011)

Faltando menos de mil dias do início da Copa do Mundo no Brasil, o suposto estádio que abrirá o evento se encontra representado na foto acima. O marco contador soa no mínimo patético e para não dizer uma afronta ao contribuinte.

Em pleno deserto e turbinado com um bilionário investimento de dinheiro público a ser derretido no "Itaquerão" que na pratica apenas beneficia de imediato a construtora transnacional Odebrecht, sempre presente na participação ativa de doações em campanhas eleitorais no Brasil e, em segundo plano, o clube do Corinthians.

Quando futebol e política se misturam no mesmo gramado, o resultado é a face mais vil da corrupção à brasileira.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Diálogo com Zygmunt Bauman

Vale a pena assistir o ótimo e pertinente diálogo do sociólogo Zygmunt Bauman concedido em 23 de julho de 2011 para uma equipe conjunta da "CPFL Cultura" e do "Seminário Fronteiras do Pensamento". A questão da Pós-Modernidade é o tema central da conversa de Bauman realizada em sua residência, na cidade de Leeds, Inglaterra.

Veja o diálogo completo apresentado abaixo:



Entrevista exclusiva: Zygmunt Bauman from cpfl cultura on Vimeo.




Fonte: http://www.cpflcultura.com.br/site/2011/08/16/dialogos-com-zygmunt-bauman/

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Um Jogo Histórico



1. Um registro histórico.

Não foi final de campeonato, mas mereceria ser condecorado com um troféu. Independente da condição apaixonada da preferência do leitor por algum clube, a noite de 27 de julho merece ser lembrada no mundo do futebol devido a uma exibição histórica de duas grandes agremiações dos gramados brasileiros. Relembrando a nostálgica saga das eras de ouro do rubro-negro Zico e do santista Pelé, lendários em suas respectivas épocas e clubes, Flamengo e Santos deixaram mais um indelével registro.

Em plena Vila Belmiro, o invicto time da Gávea venceu numa surpreendente virada o robusto Santos com o placar memorável de 5 a 4, em partida constituinte da décima segunda rodada do Campeonato Brasileiro. No mundo do futebol, os registros jornalísticos, em geral, são correntezas de chavões e lugares-comuns, mas se as palavras que não brilham pela singularidade literária, também não refletem toda a “mágica” de uma partida que empolga e emociona os apreciadores do futebol. O estádio que acolheu a presença de Flamengo e Santos não presenciou nenhuma final de campeonato, não valeu título e tampouco alguma taça, mas foi premiado com digna e bela exibição de um bom futebol. Um esporte de tal dimensão que ultrapassa a mera prática futebolística e percorre um caminho de subjetividade inseridas numa cesta de variedades como paixão, espetáculo e tradição cultural.



2. Um jogo magistral.

Nove gols e ainda poderia render mais se fossem consideradas as chances desperdiçadas em ambos os times. Um jogo aberto de francos atiradores em prol de inflar as redes, algo que há muito não se assistia num Campeonato Brasileiro de sonolentas partidas (o mesmo acontece atualmente nos soníferos jogos da Seleção Brasileira).

Com time santista estava completo. Com Neymar, Ganso, Elano que voltava da Seleção Brasileira e demais companheiros corriam leves e soltos no seu gramado. Antes dos 30 minutos iniciais de jogo, o Flamengo chegou a estar perdendo com um atípico, imbatível e desalentador placar de 3 a 0. Após o baque, como se estivesse magnetizado pela aguerrida “aura” rubro-negra, persistente e com vocação atuante em buscar a todo o momento não esmorecer, o Flamengo precisou jogar muito além que o seu adversário. Páreo duro! Até o empate seria bom para o “coroamento” do espetáculo, mas ao término dos noventa minutos prevaleceu à vitória na “raça” do elenco flamenguista orquestrado pelo gol derradeiro de Ronaldinho Gaúcho aos 35 minutos do tempo final. Estava selada a virada histórica!

E por falar nele, Ronaldinho, que vinha tendo atuações modestamente apagadas nos últimos jogos do Flamengo, realizou a sua melhor partida até o momento com o manto rubro-negro ao marcar três gols e protagonizar participação inspirada ao longo do jogo. Não faltaram lembranças dos bons tempos quando ele atuava no espanhol Barcelona e na Seleção Brasileira. Destaque também para ótima presença do santista Neymar com dois grandiosos gols (um deles de raro brilho e técnica) e a pertinente assistência de Thiago Neves do Flamengo, inclusive marcando um gol. Vale mencionar que aos 41 minutos ainda no primeiro tempo e com 3 a 2 para o time da Vila Belmiro, destaca-se ainda o pênalti batido de forma displicente pelo santista Elano com irônica defesa do goleiro Felipe e que poderia selar o desfecho da partida. Nada além de um capricho do futebol e da arrogância pueril dos que se dedicam a praticá-lo.

Gol não é um detalhe, mas é um sintoma do espetáculo. Em época de futebol burocrático, truncado e onde a preocupação é a zona defensiva, um merecido aplauso merece menção. Com técnicos em raros momentos de coragem e abrindo mão das retrancadas táticas, o atual campeão da Copa Libertadores da América, Muricy Ramalho e o rubro-negro Vanderlei Luxemburgo, dignificaram suas participações na partida ao posicionarem seus times de forma alegre, objetiva e ofensiva. Porém, nada além que uma partida de futebol deve (ou deveria) prevalecer dentro de um animado espetáculo.



3. Para além do espetáculo.

Decerto, não há espaço para maiores ilusões no futebol contemporâneo e tampouco é possível ignorar sua importância na sua amplitude sócio-político-cultural. A sina capital do futebol é angustiante: globalizado, despersonalizado quanto à incessante mercantilização de jogadores, atado aos interesses da grande mídia e movido aos bilionários motores da negociata, corrupção desenfreada e especulação financeira. O futebol vai além do esporte e se consolidou como o maior fenômeno de massa e o mais praticado em todos os continentes do globo sob as formas mais distintas e dispares situações qualitativas. Mesmo massacrado pela pulsão desenfreada do capital, o futebol ainda mantêm alguns lampejos de que ainda é capaz de emocionar de forma qualitativa seus espectadores.

Saído de uma lógica presumivelmente materialista, a “mercadoria-futebol” é muito mais que um objeto reificado pelo capitalismo diante das engrenagens da indústria cultural. O “elemento-futebol” se tornou um lugar fundante de uma cultura globalizada e movimenta uma demanda de contingencias. Todavia, é possível verificar que na amplitude do “espetáculo-futebol” que constitui num movimento que emociona, dilacera e reconstrói uma identidade naqueles que de alguma forma são atraídos pelo encanto de uma dualidade entre a simplicidade de como o jogo é praticado e a carga energética oriunda em cada lance empolgante ou gol marcado.

Na vibração no campo, na audição do rádio, no fluxo de bytes da internet ou no monitor de alguma solitária televisão, sozinho ou em grupo, no cerne do “elemento-futebol” é possível perceber também uma “autorização” para a “descarga energética” das tensões do fragmentar cotidiano de um indivíduo (em linguagem psicanalítica, o espetáculo do futebol é um lugar “autorizado” para o gozo). Neste ínterim, na noite de quarta-feira, para os torcedores mais ávidos, o jogo memorável entre Flamengo e Santos é um destes “lugares” onde funde a amálgama que se encontra a emoção arrebatadora de uma partida de futebol e a identificação ressaltada para além de “torcer por um time” (na condição particular de um “time-nação”). Naturalmente, aqui não cabe fazer uma alegoria reducionista, mas somente observar a grande magnitude que condensa dentro de um espetáculo que desperta o desejo de multidões.

A realidade que escapa é a realidade que consome. Imerso na corrupção engendrada pela administração de Ricardo Teixeira em seu reinado sombrio diante da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e às vésperas de sediar uma Copa do Mundo, o Brasil precisa (e deve) resgatar o meu melhor e primoroso futebol dentro de campo e além das “quatro-linhas” deverá se preocupar na realização de uma verdadeira faxina na “caixa-preta” da administração dos clubes e das entidades que organiza o esporte. Na democracia de representação simbólica e regida pela batuta do capital, futebol e política se tornaram irmãs siamesas tão explosivas quando devastadoras.

Longe de fazer menção de uma política do “pão-e-circo” e das praticas nefastas da corrupção endêmica, mas refletindo o futebol como uma contribuição cultural, o jogo desta noite entre Flamengo e Santos merece um registro especial. Uma partida para o resgate do bom futebol brasileiro que remete às suas épocas áureas. Com o sabor de um “mais querer” nostálgico ainda latejante pela partida, cabe aqui um desejo que melhor seria para o bem do futebol que a magia ainda gotejante nos gramados contagiasse o imobilismo popular nas ruas e avenidas exigindo uma maior transparência e dignidade na administração de uma atividade cultural tão cortejada e reverenciada. Notoriamente, a corrupção na administração no futebol é apenas mais uma necrose atávica da longa lista de mazelas que assolam a sociedade brasileira.

Num mundo engessado pelos desmandos impunes dos senhores feudais dos clubes e entidades esportivas com total conivência do Poder Público, toda esperança de mudança deste nefasto cenário está longe de ver a cor da bola e segue sufocada em algum armário de vestiário. Diante da fosca realidade, um jogo como Flamengo e Santos não deverá ser a exceção, mas a regra para que o (bom) futebol possa ser cortejado pela sua magnitude e não pela sua mediocridade efêmera.




Para conferir os gols, assista abaixo:

terça-feira, 26 de julho de 2011

A Retórica do Combate




Apesar do samaritanismo governamental com viés eleitoreiro, os supostos esforços de "combate à miséria" no Brasil se tornou muito mais um bordão politico-demagógico do que uma real a preocupação de realizar o que prometem tais ações. Vale a pena lembrar alguns trechos da entrevista do professor da USP José Eli da Veiga, docente da pós-graduação do Instituto de Relações Internacionais da USP, à FOLHA DE S. PAULO:



FOLHA - O senhor acha que a linha de R$ 70 estabelecida pelo governo para definir miséria é correta?

José Eli da Veiga - Linhas de pobreza --ou de miséria-- não podem ser estabelecidas apenas com definições de níveis de renda monetária. Não creio que os colegas que estão no governo sejam imorais. Mas com certeza chegaram à insuficiente definição dos R$ 70 de renda domiciliar mensal per capita porque foram incumbidos de elaborar um plano factível, que possa ter sucesso em quatro anos.

FOLHA - Qual deveria ser, objetivamente, a linha que define quem é ou não miserável no Brasil?

VEIGA - Nas circunstâncias brasileiras, é miserável quem não tem acesso ao esgotamento sanitário. A rigor, além de tudo que está ligado ao saneamento ambiental e a um mínimo de conforto, duas outras coisas merecem destaque: o acesso a um serviço de saúde que realmente funcione e o acesso a um sistema educacional de qualidade.

FOLHA - Mas o número de domicílios sem esgoto tem diminuído nos últimos anos.

VEIGA - O número de moradias insalubres diminuiu dez pontos percentuais entre 1995 e 2002, e mais cinco entre 2003 e 2008. Mantidos tais níveis de desempenho, a universalização do esgoto com tratamento só ocorreria em 2060. Se o investimento dobrasse e a produtividade aumentasse um terço, essa meta poderia ser atingida em 2024. Seriam necessários quatro governos bem melhores que os de Lula para que a pobreza fosse minimizada.



Fonte: Folha de S. Paulo, 26 de julho de 2011. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/treinamento/ult76u942646.shtml

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Prova de Amor

Um interessante reportagem da Agência EFE sobre o condicionamento social frente a grandes e greves catastrófes naturais.

Os terremoto e o tsunami que vitimaram o território japonês em 11 de março não apenas criaram abalos na infra-estrutura e economia nacional mas também nos laços sociais dos habitantes no Japão.

A pesquisa exibida pela Agência EFE indicou forte procura por relacionamentos estáveis e também a ruputura definitiva dos casos que já haviam instabilidade antes da crise que abalou o Japão, culminando no que foi apelido de "divorcios do terremoto".

Importante é refletir sobre como o modo de vida fluído, consumista e efêmero atinge drasticamente o convivío social. Desta maneira, se mostra pertinente do ponto de vista das sociabilidades, paradoxalmente parece que somente em momentos de cataclismas urgem alguns espaços para a reflexão das ações dos indivídios bestializados num sistema de alienação social diante da sociedade do imediatismo espetáculo.

Assista vídeo abaixo:





Fonte original: FOLHA ONLINE.

terça-feira, 21 de junho de 2011

A Impunidade como Regra: a corrupção na Copa do Brasil de 2014



Se o futebol é uma das vitrines da “alienação” de milhões de indivíduos, ela também não pode ser negada como fonte de cultura, identidade, entretenimento e, claro, muito, muito e muito dinheiro do voraz e corrupto capitalismo patrocionado pela cartolagem do futebol globalizado. Longe de fazer uma pretensa “antropologia do futebol”, a preocupação das próximas linhas é imediata e latente sobre a corrupção enraizada na vida esportiva do Brasil, o neófito bufão ufanista esportivo derivado da herança megalomaníaca da Era Lula e sediador de maga-eventos na área como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Pela proximidade da data, o primeiro mega-evento é que mais urge preocupação no momento.


Antes mesmo de qualquer jogador tocar na bola, a corrupção endêmica do “jeitinho brasileiro” será levada ao auge diante dos desastrosos e atabalhoada preparativos da Copa do Mundo de 2014. Atrasos e após atrasos propositais das obras estão deixando o esperado rastro de cheirume do festival de corrupção governamental e gastança do erário do contribuinte. A desorganização é o esqueleto do “espírito da corrupção” necessário para o maior aproveitamento da voluptosa mordida no dinheiro público.


Não precisaria de futurologia ou cartomante para enxergar os previsíveis atrasos nas obras dos estádios que culminariam na aproximação dos prazos ditados pelo notório antro da corrupção esportiva mundial, a poderosa FIFA (Federação Internacional de Futebol Associado), dona da patente do espetáculo. Agora, faltando cerca de três anos para o pontapé inicial da estréia da Copa de 2014, a “pressa” funciona como um eficiente trator para fazer os governos das três esferas liberar medidas fomentadas pelo baú do erário com efeito de atender a "emergência" da situação onde serão executadas inúmeras obras na enxurrada de licitações públicas. Driblando toda e qualquer fiscalização, no lugar de incrementar a educação, a saúde, a habitação popular e o saneamento básico, o poder da corrupção endêmica pode ser visto na condução da farra do dinheiro público na construção e reforma dos estádios em todo o país (alguns ainda sequer saíram da maquete!).


Os custos se elevam cada vez mais para atender os inúmeras e arrogantes exigências da FIFA para a construção de estádios que sequer respeitam a dinâmica das cidades que acolhem os jogos. Sob o olhar matreiro da corrupção, no Brasil houve uma inflação de doze cidades-sedes para sediar um mísero punhado de partidas de futebol da Copa de 2014: Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Natal (RN), Recife (PE) e Salvador (BA). O risco é notório de se polvilhar “elefantes brancos” de concreto armado em praças onde o futebol tem uma dinâmica insipiente e praticamente irrisória diante do cenário nacional. De nada serviu o exemplo perdulário dos inúteis "elefantes africanos" dos estádios custeados com o suado dinheiro do contribuinte local na insossa Copa da África do Sul em 2010. É espetacular o poder da corrupção de bastidores que impôs a realização de vitrines da Copa do Mundo em países de pouca tradição no esporte, como as futuras Copas do Mundo de 2018 sediada na Rússia e a de 2022 no impensável Catar. É compreensível que no reinado do corrupto presidente Joseph Blatter, quando se trata da impune FIFA, a ordem é sempre esbanjar, gastar e faturar nas comissões e relações promíscuas entre o dinheiro publico e o enriquecimento privado.


Ainda lembrando o exemplo sul-africano da Copa de 2014, entronar simplesmente mega-estádios em cidades não é sinônimo crível de "desenvolvimento local", exceto para quem irá "lucrar imediatamente" com tais praças esportivas. Portanto, sob o olhar operante da corrupção, o teatro armado de um coliseu esportivo pode ser visto com um avatar exuberante da impune farra da gastança pública com exemplos catastróficos. O estádio majestoso do Maracanã é uma draga de dinheiro público no Rio de Janeiro com suas inexplicáveis e sucessivas obras de reforma com valores astronômicos. Porém, como exemplo mais emblemático da farra preparada para Copa no Brasil é o caso da cidade-sede de São Paulo. Depois de muito blablablá e jogo de cena sobre qual seria o estádio a ser utilizado para os jogos da Copa no estado, a irresponsabilidade do Poder Público tripartite (Federal, Estadual e Municipal) atingiu o auge ao optar por descarregar dinheiro público (em particular, abrindo mão de tributação fiscal) na promessa da construção do estádio do Corinthians em Itaquera, zona leste da cidade paulistana. Paradoxalmente, imbróglio após imbróglio, o “Fielzão” até hoje não passou de uma mera maquete, o bairro continua com sua costumeira precariedade e segue o vendaval de propaganda bairrista nos meios passivos de comunicação.


Desde Lula a Dilma, após ser rasgado todo o padrão ético da história partidária e aderir a uma espécie de “neoliberalismo populista”, é sintomático quando se leva em consideração que o atual partido hegemônico no governo federal, o Partido dos Trabalhadores (PT), se mantém conivente e servidor atuante da corrupção generalizada no interior da gestão esporte brasileiro, em particular, dando o suporte político para as sucessivas fraudes do Ministério dos Esportes com o inapto ministro Orlando Silva, filiado da sigla do ex-comuna PC do B.


Para coreografar o trágico e tétrico enredo, o país assiste impunemente a condução fraudulenta e mafiosa de Ricardo Teixeira entronado há mais de duas décadas na presidência soberana da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Agora, Teixeira desfila à frente como um audaz líder predestinado da organização brasileira da Copa de 2014 e ainda segue absoluto sendo o farol bisonho do esporte nacional.

Do ponto de vista do dinheiro público, se a seleção brasileira irá ou não conquistar seu sexto título da competição é o que pouco importará. A única e lastimável certeza é que até 2014 a corrupção parasitária usurpadora do erário do contribuinte irá atingir níveis inimagináveis no histórico dos esportes e na vida pública no Brasil. Tudo com a cínica e complacente chancela da ação governamental e o bestializado silêncio da população. Na tabelinha entre Blatter e Teixeira, está a raíz de um verdadeiro golaço da corrupção e da impunidade.



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LinkAbaixo, segue um trecho o programa “Tabelinha” da UOL comandado por Juca Kfouri e Birner que comenta o escoamento do dinheiro público para fomentar o “sigilo” das licitações podres.




domingo, 8 de maio de 2011

Legalize Já?

Na fluidez imediatista e fragmentária da Pós-Modernidade com seu atroz e contaminante mal-estar, nunca é tarde para refletirmos e questionarmos nossos posicionamentos perante a sociedade.

Neste “Dia das Mães”, 08 de maio, segue abaixo um registro atualíssimo da suposta “luta por reconhecimento” dos tais “valores sociais” que se projeta em nome de uma "reivindicação social".

Entre tantas possíveis questões e sem cairmos em histerias sencionalistas ou narcisistas, é salutar refletirmos até que ponto valores imediatos de alguns interfere no futuro daqueles que sequer tem alguma consciência do mundo ao seu redor. Qual a real responsabilidade das mães e também dos pais pela prole que geram? E acima de tudo, qual o papel ético e moral da responsabilidade do Estado sobre seus cidadãos?
(WFM)




Link

"Mulher empurra carrinho de bebê decorado com desenhos de folhas de cannabis, durante protesto pela legalização da maconha, em Buenos Aires, na Argentina" neste sábado, 07 de maio de 2011. (Fonte do fragmento: Folha.com e Foto: Juan Mabromata/AFP)

UMA PRAGA PÓS-MODERNA: O FANATISMO IDENTITÁRIO DENTRO DA ESCOLA

  Na reportagem do Zero Hora , veículo de comunicação do Rio Grande do Sul, apresenta-se uma entrevista com mais uma fanática catequética, ...