Um gol emblemático. O departamento jurídico do Clube de Regatas do Flamengo
decidiu reagir judicialmente às acusações promovidas por setores do
identitarismo oportunista, em especial aquelas provenientes da ONG Educafro.
Referida entidade, sob a liderança do Frei
David, é responsável por reiteradas iniciativas voltadas à obtenção de recursos
financeiros de entidades, empresas e pessoas físicas, por meio de pedidos de indenizações
vultosas, fundamentados em supostos casos de “racismo” alegadamente existentes
no país.
Assim como a política do sionismo colocou a
questão judaica no centro de uma vitimização mundial após a Segunda Guerra
Mundial, a onda do identitarismo woke, a partir do século XXI, opera de maneira
similar, buscando uma hipertrofia da construção vitimista da questão racial e
colocando-a como eixo central dos problemas sociais, de forma acrítica,
genérica e inquisitorial.
No caso em questão, a Educafro teria pleiteado
do Flamengo a quantia de 100 milhões de reais, sob a alegação da prática de
“racismo” por parte da principal instituição do futebol brasileiro. Em
resposta, o clube ingressou com ação judicial contra a Educafro, imputando-lhe
a prática de calúnia e difamação. Trata-se de um movimento incomum, no qual uma
instituição acusada de forma considerada leviana reverte a lógica da
vitimização padronizada e promove ação judicial contra o acusador.
Tal iniciativa representa um ponto muito
positivo para fomentar o imprescindível debate público nacional, ao contribuir
para o questionamento crítico de narrativas associadas à ideologia woke de
origem estadunidense e de seus respectivos propagadores. Segundo essa
perspectiva, tais agentes buscariam, prioritariamente, a obtenção de dividendos
financeiros, privilégios pessoais e influência política, valendo-se de uma
retórica sensacionalista em torno do conceito de “racismo estrutural”.
O referido conceito teria se convertido em um
lema amplamente explorado por um lobby identitário de viés racializado,
fomentando uma lucrativa “indústria do racismo”. O alardeado “racismo
estrutural” constitui uma narrativa frágil sob os prismas histórico e
sociológico, sustentada, em grande medida, pela aceitação acrítica do senso comum
ou pela atuação de agentes que visariam a benefícios próprios a partir da
difusão de conceitos considerados inconsistentes.
(Wellington Fontes Menezes)

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